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Clubes brasileiros vendem quase 70% menos e têm janela mais fraca desde 2022

Times da Série A movimentaram cerca de 120,5 milhões de euros em negociações, contra quase 400 milhões de euros no mesmo período de 2025

Clubes brasileiros vendem quase 70% menos e têm janela mais fraca desde 2022
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O futebol brasileiro teve uma janela de transferências bem mais fraca em 2026.

Segundo levantamento do Blog do Rafael Reis, do UOL, com dados do Transfermarkt, os 20 clubes da Série A arrecadaram aproximadamente 120,5 milhões de euros, o equivalente a cerca de 719 milhões de reais, em negociações de jogadores durante os meses de junho, julho e agosto.

O valor representa uma queda de quase 70% em relação à mesma janela de 2025.

No ano passado, os clubes da primeira divisão movimentaram cerca de 399,5 milhões de euros, aproximadamente 2,4 bilhões de reais.

O resultado de 2026 também é o menor registrado desde 2022. Nos três anos anteriores, os clubes brasileiros haviam arrecadado pelo menos 170 milhões de euros nas janelas do meio do ano.

Outro detalhe importante é que parte desse dinheiro veio de negociações realizadas entre os próprios clubes brasileiros. Ou seja, o valor efetivamente trazido por compradores internacionais é ainda menor.

O cenário contrasta com o que vinha acontecendo nos últimos anos, quando jogadores como Endrick, Estêvão, Vitor Reis, Vitor Roque, Richard Ríos, Luiz Henrique, Wesley e Gerson foram negociados por valores elevados, principalmente com clubes do futebol europeu.

Em 2026, porém, houve uma redução significativa no interesse financeiro das principais ligas internacionais pelos jogadores que atuam no Brasil.

A queda nas vendas pode representar um problema para clubes que dependem da negociação de atletas como fonte importante de receita e que incluem essas transferências em seus planejamentos financeiros.

A janela de 2026 terminou, portanto, com uma diferença expressiva em relação ao ano anterior: de 399,5 milhões para 120,5 milhões de euros movimentados pelos clubes da Série A.

Um cenário que mostra uma mudança importante no mercado e a redução das grandes transferências envolvendo o futebol brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: UOL Esporte — Blog do Rafael Reis, com levantamento baseado em dados do Transfermarkt.

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