Três colombianos foram presos na quarta-feira (28), suspeitos de praticar furtos em farmácias de diferentes estados brasileiros. As prisões aconteceram nos bairros da Sé, Vila Mariana e Bela Vista, na cidade de São Paulo, durante a Operação Mil Faces, conduzida pela Polícia Civil de Votuporanga, no interior paulista.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a investigação teve início após o furto de produtos de alto valor em uma farmácia de Votuporanga. Entre os itens levados estavam dermocosméticos e vitaminas, retirados das prateleiras durante o horário de funcionamento do estabelecimento.
As investigações apontaram que os estrangeiros seriam integrantes de uma associação criminosa especializada em furtos a grandes redes de farmácias.
SUSPEITOS AGIAM COM DIVISÃO DE TAREFAS
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava uma estratégia organizada para realizar os furtos.
Enquanto um dos integrantes circulava pelos corredores fingindo ser cliente e observando a movimentação dos funcionários, os demais retiravam produtos das prateleiras e os escondiam em bolsas grandes.
Em seguida, o grupo deixava o estabelecimento sem pagar pelas mercadorias.
A identificação dos suspeitos foi possível por meio das imagens das câmeras de segurança das farmácias.
GRUPO UTILIZAVA CARROS ALUGADOS E DOCUMENTOS FALSOS
Conforme os investigadores, após o furto em Votuporanga, os suspeitos seguiram para outras cidades brasileiras, utilizando veículos alugados para se deslocar entre diferentes regiões do país.
A estratégia dificultava o trabalho de localização e identificação dos envolvidos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam documentos e passaportes falsos, produtos suspeitos de terem sido furtados, dinheiro em espécie e aparelhos celulares.
Os materiais foram encaminhados para análise pericial e deverão auxiliar no andamento das investigações.
INVESTIGADOS POSSUEM HISTÓRICO DE OCORRÊNCIAS SEMELHANTES
Segundo a Polícia Civil, os três investigados já haviam sido alvo de procedimentos policiais relacionados a furtos semelhantes em estabelecimentos farmacêuticos.
Um dos envolvidos já havia cumprido pena nos Estados Unidos e constava em registros de cooperação policial internacional, além de possuir dois mandados de expulsão do Brasil, conforme as informações divulgadas pela corporação.
A investigação também apontou que integrantes do grupo utilizavam diferentes identidades em abordagens e registros policiais, dificultando a identificação de antecedentes.
Essa prática deu origem ao nome da operação, denominada Mil Faces.
Os três investigados permaneceram presos preventivamente após o cumprimento dos mandados judiciais.
A Polícia Civil continua apurando a possível participação dos suspeitos em outros furtos registrados no país.