A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, vai instaurar um inquérito para investigar uma enfermeira suspeita de praticar ofensas preconceituosas contra uma família venezuelana que mora no mesmo condomínio que ela. O caso aconteceu na tarde de sábado (17) e foi denunciado à polícia pela mãe de um adolescente de 15 anos.
Segundo informações divulgadas pelo Diário da Região, a denunciante, uma fotógrafa de 41 anos, relatou que seus filhos estavam brincando na piscina do condomínio, acompanhados de outras crianças, quando uma moradora começou a repreender o adolescente.
De acordo com o depoimento, a mulher afirmou que não queria o garoto próximo de sua filha e teria feito comentários ofensivos relacionados à nacionalidade venezuelana da família, chamando os moradores de "marginais" e "malandros".
SUSPEITA TERIA IDO ATÉ O APARTAMENTO DA FAMÍLIA
Ainda conforme o relato da mãe, após o episódio na área da piscina, a enfermeira teria se dirigido até o apartamento da família, onde voltou a fazer acusações contra o adolescente e comentários depreciativos sobre os familiares.
A fotógrafa afirmou à polícia que os episódios não são isolados. Segundo ela, desde o início do ano, a vizinha apresenta comportamentos semelhantes, tentando impedir que seus filhos convivam com outras crianças do condomínio.
A mulher também teria ameaçado alertar a síndica e outros moradores para que tomassem cuidado com os filhos da família venezuelana.
A situação, conforme relatado pela denunciante, provocou constrangimento e temor entre os familiares.
POLÍCIA CIVIL VAI INVESTIGAR O CASO
A Polícia Civil deverá apurar a conduta da enfermeira e as circunstâncias das supostas ofensas, que podem configurar crime de injúria racial.
A legislação brasileira prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, para o crime de injúria racial. Dependendo das circunstâncias, a vítima também poderá buscar reparação por danos morais na Justiça.
O caso segue para investigação, que deverá esclarecer os fatos relatados pela família.