A família de Vitória do Prado, de 20 anos, demonstrou indignação após a Justiça manter em prisão domiciliar a motorista condenada pela morte da jovem em Novo Horizonte.
Letícia Rodrigues Biroque, de 27 anos, foi condenada pelo Tribunal do Júri, no dia 3 de setembro, a 16 anos, 9 meses e 18 dias de prisão em regime fechado. Apesar da sentença, ela recebeu o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar por ser mãe de uma criança de 9 anos.
A decisão provocou revolta entre os familiares da vítima. Em entrevista ao g1, a irmã de Vitória, Monise Ribeiro, afirmou que a sensação é de impunidade e que espera que a condenada cumpra a pena pelo crime cometido.
A Promotoria de Justiça recorreu da decisão e busca fazer com que a pena seja cumprida imediatamente em regime fechado. Enquanto o recurso é analisado, a defesa de Letícia trabalha para manter a prisão domiciliar.
O julgamento aconteceu no Fórum de Novo Horizonte e durou quase 12 horas. A motorista foi condenada por homicídio doloso com dolo eventual, pela morte de Vitória, e por tentativa de homicídio qualificado, relacionada aos ferimentos provocados em uma segunda vítima.
Relembre o caso
O atropelamento aconteceu na noite de 27 de outubro de 2024, em um cruzamento da Avenida Luís Baraldo, em Novo Horizonte.
Vitória atravessava a via a pé quando foi atingida pelo veículo conduzido por Letícia. A jovem sofreu traumatismo craniano grave e hemorragia interna. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde permaneceu internada, mas não resistiu aos ferimentos.
A motorista foi presa pela Polícia Militar no local do acidente. Segundo a investigação, ela admitiu aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir.
Na época, Letícia afirmou que estava abalada emocionalmente após uma discussão com o namorado e alegou que não havia visto a jovem na pista.
Para a família, a perda de Vitória ainda provoca dor. A irmã descreveu a jovem como uma pessoa meiga e querida e afirmou que os familiares convivem diariamente com a ausência.
A defesa da condenada informou que respeita a decisão do Tribunal do Júri, mas pretende recorrer e defender a manutenção da prisão domiciliar durante a tramitação dos recursos.
Enquanto isso, a Promotoria aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre o pedido para que Letícia passe a cumprir imediatamente a pena em regime fechado.