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Polícia abre inquérito após ocupação na reitoria da USP

Estudantes são investigados por danos ao patrimônio durante ação no campus do Butantã

Polícia abre inquérito após ocupação na reitoria da USP
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Polícia abre inquérito para investigar estudantes após ocupação da reitoria da USP

A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar a atuação de estudantes durante a ocupação do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo, no campus do Butantã, na zona oeste da capital.

A desocupação do local ocorreu na madrugada de domingo (10), realizada pela Polícia Militar, com uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Segundo estudantes, também houve uso de spray de pimenta e cassetetes durante a ação.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), na operação foram apreendidos objetos pessoais, incluindo celulares, que serão encaminhados para perícia no Instituto de Criminalística. O caso foi registrado no 93º Distrito Policial, no Jaguaré, como dano ao patrimônio público.

A investigação também prevê análise de dados de aparelhos apreendidos e foi solicitada a quebra de sigilo telefônico, com o objetivo de apurar possíveis crimes como invasão mediante violência e danos ao edifício.

A pena para o crime de dano ao patrimônio público pode variar de seis meses a três anos de detenção, além de multa, podendo ser aumentada em caso de violência.

A ocupação teve início na quinta-feira (7) e integrou um movimento estudantil organizado pelo DCE da USP, em apoio a servidores que protestavam contra uma gratificação destinada apenas a professores. Após o fim da greve dos servidores, os estudantes mantiveram a mobilização com novas reivindicações.

Entre as principais pautas estão o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), além de demandas relacionadas à moradia estudantil, restaurante universitário e estrutura do Hospital Universitário.

A reitoria da USP informou a criação de uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional para discutir as reivindicações apresentadas pelos estudantes.

FONTE/CRÉDITOS: SSP-SP / CNN BRASIL

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