O Santos fechou um novo acordo com a NR Sports, empresa da família de Neymar,
para reorganizar o pagamento da dívida relacionada aos direitos de imagem do camisa
10.
Pelo novo acerto, o parcelamento poderá chegar a 80 meses, com pagamentos mensais
próximos de R$ 1 milhão.
O clube havia reconhecido uma dívida de R$ 90,5 milhões com Neymar.
Em julho, o Santos antecipou pouco mais de R$ 11 milhões, reduzindo o saldo devedor
para aproximadamente R$ 80 milhões. Esse valor restante passou a fazer parte da nova
repactuação.
O objetivo do acordo é estabelecer uma forma de pagamento que possa ser mantida pelo
Santos mensalmente sem aumentar ainda mais a pressão sobre o caixa do clube.
Além do salário registrado em carteira, o Peixe atualmente repassa aproximadamente
R$ 1 milhão por mês à NR Sports pelos direitos de imagem do atacante.
O clube poderá realizar novas antecipações para reduzir o saldo da dívida e,
consequentemente, diminuir o período necessário para a quitação.
Caso o ritmo atual seja mantido, o pagamento poderá se estender até meados de 2033.
O novo acordo acontece em meio a uma relação financeira cada vez mais presente entre
o Santos e a empresa da família do jogador.
Nesta semana, a NR Sports também disponibilizou R$ 12 milhões para que o clube
quitasse uma dívida com o Monaco, da França, e conseguisse derrubar um transfer ban
imposto pela Fifa.
Em contrapartida, o Santos cedeu à empresa seis espaços em seus uniformes para
negociação de novos patrocínios.
A resolução da punição permite que o clube volte a registrar novos jogadores.
Enquanto as questões financeiras avançam, o futuro de Neymar na Vila Belmiro
continua indefinido.
O contrato do atacante com o Santos termina no fim de 2026 e, neste momento, não
existe negociação em andamento para uma renovação. A tendência é que o jogador
discuta o futuro somente após o encerramento da temporada.
Isso significa que, mesmo que Neymar não permaneça no Santos em 2027, o
compromisso referente aos direitos de imagem poderá continuar sendo pago pelo clube
durante os próximos anos.
A nova repactuação, portanto, busca transformar uma dívida milionária em um
compromisso financeiro de longo prazo que seja compatível com a realidade atual do
caixa santista.