Um servidor público de 28 anos foi preso suspeito de agredir violentamente a namorada, também de 28 anos, com socos e pontapés no rosto, na tarde de domingo (18), em Tanabi, no interior de São Paulo. A vítima sofreu ferimentos graves e precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de São José do Rio Preto.
Segundo informações divulgadas pelo g1, o suspeito foi identificado como Fábio Henrique de Oliveira Galvani, auxiliar de serviços gerais da prefeitura e praticante de jiu-jitsu.
De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões aconteceram dentro da residência do casal, localizada no bairro Boa Vista. A mulher relatou à Polícia Civil que, além de ser atingida com socos e pontapés, foi ameaçada de morte pelo companheiro, que teria afirmado que ela não sairia viva do local.
A vítima sofreu ferimento grave na cabeça, fratura no maxilar e diversos hematomas pelo rosto. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde permaneceu internada na UTI até a última atualização da reportagem.
Na terça-feira (20), a mulher passou por uma cirurgia para reconstrução dos ossos da face.
MULHER RELATOU TER USADO CANIVETE PARA SE DEFENDER
A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência e encontrou diversas manchas de sangue no interior da residência.
Os pais do investigado, que estavam no imóvel, informaram aos policiais que ouviram um barulho no quarto e, ao verificarem o que havia acontecido, encontraram o filho ferido.
Posteriormente, os policiais foram até o Hospital de Base, onde encontraram a mulher com lesões na face, nos olhos, na boca, na cabeça e no pescoço.
Mesmo ferida, ela conseguiu relatar que havia sido agredida pelo companheiro, principalmente na região da cabeça e da boca.
A vítima também contou que, durante as agressões, utilizou um canivete para tentar se defender, atingindo o pescoço do suspeito.
SUSPEITO NEGOU AGRESSÕES COM SOCOS E CHUTES
Após os procedimentos iniciais, Fábio foi localizado pela polícia e preso.
Em sua versão dos fatos, o homem alegou que teria sido agredido primeiro pela companheira. Ele afirmou que utilizou técnicas de imobilização e empurrões com os pés, fazendo com que a mulher caísse sobre móveis do quarto.
O investigado negou ter atingido a vítima com socos ou chutes.
Entretanto, diante da gravidade dos ferimentos apresentados pela mulher e dos elementos reunidos durante a ocorrência, a delegada responsável determinou a prisão em flagrante do servidor público por tentativa de feminicídio qualificado, no contexto de violência doméstica e familiar.
A prisão foi realizada sem possibilidade de pagamento de fiança pela autoridade policial.
A Polícia Civil também solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.