O STF (Supremo Tribunal Federal) tem placar de 4 a 1 a favor de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento nesta quinta-feira (9).
Mesmo após o pedido, os ministros André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos e acompanharam a divergência aberta por Luiz Fux, favorável à realização de eleição indireta pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Ao justificar seu voto, Mendonça afirmou que não há previsão legal para prolongar a situação de dupla vacância até as eleições ordinárias de outubro. Segundo ele, a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em simetria com a Constituição Federal, já estabelece a linha sucessória que deve ser seguida.
O ministro também considerou que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) foi legítima, e não para burlar uma possível cassação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).