Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apostam que o ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), deverá atender ao pedido da defesa e prorrogar a prisão domiciliar humanitária, que termina nesta quinta-feira (25).
A avaliação é que, para além das questões de saúde do ex-presidente, Moraes também deverá considerar que a permanência em casa de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo plano de golpe, causa menos turbulência política no período eleitoral.
Por outro lado, observam que um eventual retorno do ex-presidente ao regime fechado pode virar um ativo para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e mobilizar a militância. Antes de ter a prisão domiciliar por 90 dias autorizada em 24 de março, Bolsonaro estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, local conhecido como "Papudinha".
Na noite desta terça-feira (23), a defesa de Bolsonaro protocolou o pedido de prorrogação da sua prisão domiciliar humanitária, alegando que suas condições de saúde "têm características permanentes" e que o quadro clínico "permanece demandando acompanhamento especializado e avaliação médica contínua".