O Brasil é o país com uma das mais altas cargas tributarias do mundo. De acordo com estudo recém-divulgado pelo IBPT, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, neste ano de 2026, o brasileiro trabalhou até o dia 30 de maio somente para pagar os tributos, ou seja, os impostos, as taxas e contribuições exigidos pelos governos federal, estadual e municipal.
Significa que a tributação, em relação à renda, patrimônio e consumo, levando-se em conta o rendimento médio do brasileiro está, atualmente em 41,10%. E, além de ter uma das cargas mais altas, Brasil é uma nas nações que menos transforma arrecadação de impostos em qualidade de vida.
Aliás, também de acordo com o IBPT, entre os países com as maiores cargas tributárias, é o que oferece o pior retorno à população, em forma de boa infraestrutura, transporte público, segurança pública, educação e diversos outros serviços que garantem o bem-estar.
Nesse sentido, o estudo mais recente, que considera dados de carga tributária e do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) leva em conta dados de 2024. Naquele ano, a uma carga tributária bruta do Governo Geral, que inclui União, Estados e Municípios, correspondeu a 32,3% do PIB brasileiro
E, com um IDH de 0,760, o indicador que mede o retorno dos impostos para a população ficou em 142,46 pontos, o menor entre os 30 países analisados. O que não é novidade: é o 15º ano seguido que o Brasil amarga a última colocação.
Para comparação, a Irlanda, que lidera o ranking pelo sétimo ano consecutivo, marcou 170,37 pontos. Depois, aparecem Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália.