Com a chegada das temperaturas mais baixas, especialistas alertam que o inverno traz riscos à saúde que vão muito além do aumento dos casos de gripe e resfriado. O frio intenso pode elevar a incidência de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), quedas, desidratação e agravamento de doenças respiratórias, exigindo cuidados especiais com os grupos mais vulneráveis.
Segundo médicos, o frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e aumentando o esforço do coração para bombear sangue. Esse processo favorece a ocorrência de infartos e AVCs, principalmente em idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico de doenças cardiovasculares. Além disso, o inverno também costuma reduzir a prática de atividades físicas e estimular uma alimentação mais calórica, fatores que podem contribuir para o aumento dos riscos.
Outro problema frequente é a desidratação. Mesmo com menor sensação de sede, o organismo continua perdendo líquidos normalmente, tornando essencial a ingestão regular de água durante o dia. A baixa umidade do ar também favorece o ressecamento das vias respiratórias, aumentando a ocorrência de crises de asma, bronquite, rinite e outras doenças respiratórias.
Os especialistas também chamam a atenção para o aumento do número de quedas, especialmente entre idosos. Pisos úmidos, uso de roupas pesadas que limitam os movimentos e a rigidez muscular causada pelas baixas temperaturas podem comprometer o equilíbrio e favorecer acidentes domésticos.
Entre as principais recomendações estão manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e Covid-19, beber bastante água, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, utilizar roupas adequadas para proteção contra o frio e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes ou sinais de agravamento de problemas respiratórios ou cardiovasculares.