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Homem acusado de matar a própria mãe com mais de 20 marteladas é julgado em Araçatuba

Ministério Público aponta que o crime foi motivado por vingança após o réu ser filmado sendo agredido pela mãe por causa do uso de drogas.

Homem acusado de matar a própria mãe com mais de 20 marteladas é julgado em Araçatuba
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O Tribunal do Júri de Araçatuba realiza nesta quinta-feira (16) o julgamento de Aqueharu Yamaguchi Junior, de 40 anos, acusado de matar a própria mãe, Alzira Pinto da Silva, de 74 anos, com mais de 20 golpes de martelo na cabeça. O crime aconteceu em outubro de 2020, no bairro Nova York, e teve grande repercussão pela violência empregada.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi motivado por vingança. Dias antes do crime, a vítima teria encontrado o filho consumindo drogas em um bar, o agredido com um pedaço de madeira na frente de outras pessoas e a cena acabou sendo filmada e divulgada nas redes sociais. Sentindo-se humilhado, o acusado teria decidido matar a mãe.

Segundo a investigação, na noite do crime, a idosa chegou em casa, ofereceu um lanche ao filho e foi para o quarto trocar de roupa. Nesse momento, o réu a atacou pelas costas com um martelo. Após a vítima cair no chão, ele continuou as agressões, desferindo entre 20 e 25 golpes na cabeça. O laudo necroscópico apontou traumatismo craniano como causa da morte e identificou lesões compatíveis com tentativa de defesa.

Ainda conforme a acusação, após o assassinato, o homem tomou banho, trocou de roupa, pegou dinheiro da carteira da mãe e fugiu com o carro dela. No dia seguinte, procurou familiares e acabou se entregando à polícia. Na fase inicial da investigação, confessou o crime, mas posteriormente alegou não se lembrar do ocorrido por causa do uso de medicamentos e drogas.

A defesa sustentou a tese de inimputabilidade em razão da dependência química, mas um laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que o acusado era plenamente capaz de compreender seus atos no momento do homicídio. Ele responde por homicídio quadruplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio — com agravante pelo fato de a vítima ter mais de 60 anos.

FONTE/CRÉDITOS: g1 Rio Preto e Araçatuba.

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