Um laudo pericial do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que Gabriel Augusto Inácio Silva, de 26 anos, acusado de atacar a própria mãe com golpes de facão, possui capacidade mental para compreender a ilegalidade de seus atos e responder criminalmente pelo ocorrido.
O crime aconteceu no dia 26 de fevereiro deste ano, em uma residência no bairro Alto Rio Preto, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A vítima sofreu ferimentos gravíssimos e precisou ter um dos braços amputado.
Segundo informações divulgadas pelo Diário da Região, a avaliação psiquiátrica foi solicitada pela defesa do acusado, que alegou possíveis alterações em seu estado mental e perda parcial da memória dos acontecimentos.
PERÍCIA CONCLUIU QUE RAPAZ TINHA CAPACIDADE DE ENTENDER SEUS ATOS
O exame foi realizado pelo psiquiatra perito Ricardo Baccarelli Carvalho, que analisou o histórico médico e as condições mentais do investigado.
De acordo com o laudo, Gabriel apresenta um quadro compatível com transtorno depressivo crônico, iniciado ainda na infância, e faz uso contínuo de medicamentos antidepressivos.
Entretanto, a perícia concluiu que não foram identificados elementos que comprovassem um episódio psicótico no momento do crime.
O especialista considerou que o acusado possuía capacidade de compreender a natureza de seus atos e de agir conforme esse entendimento.
Com a conclusão, Gabriel foi considerado imputável, permitindo o prosseguimento do processo criminal.
MÃE TEVE UM DOS BRAÇOS AMPUTADO APÓS ATAQUE
O crime ocorreu na manhã de 26 de fevereiro, em uma residência na Rua Anísio José Loca.
Quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram a mulher dentro de uma piscina, pedindo socorro e tentando proteger os braços gravemente feridos.
O acusado estava no quintal da residência, onde também foi localizado um facão com vestígios de sangue.
A vítima sofreu ferimentos nos dois braços, além de lesões na mão, no rosto e no pescoço.
Após semanas de tratamento no Hospital de Base de São José do Rio Preto, um dos braços precisou ser amputado devido à gravidade das lesões.
DISCUSSÃO FAMILIAR TERIA MOTIVADO O ATAQUE
Em depoimento à Polícia Civil, Gabriel afirmou que a discussão começou após questionamentos relacionados a roupas retiradas do varal e ao valor gasto pela mãe em um procedimento estético.
Segundo sua versão, durante o desentendimento, ele teria se sentido ameaçado, pegado um facão no quarto e atacado a mãe, alegando ter perdido o controle da situação.
O delegado Tiago Mota Tavares da Silva indiciou o rapaz por tentativa de homicídio qualificada por feminicídio contra a mãe e por tentativa de homicídio contra um homem que tentou protegê-la.
ACUSADO PERMANECE PRESO PREVENTIVAMENTE
Durante as investigações, a Polícia Civil também apreendeu o computador utilizado por Gabriel, buscando verificar se houve algum planejamento prévio do ataque ou influência de conteúdos acessados pela internet.
Conforme publicação no Diário da Justiça, a Justiça solicitou informações sobre a perícia do equipamento.
Gabriel permanece preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José do Rio Preto.
Com a conclusão do exame psiquiátrico, o processo criminal poderá prosseguir.