Polícia desarticula quadrilha que aplicava golpes em idosos e bloqueia R$ 3 milhões em bens dos suspeitos
Uma operação da Polícia Civil desarticulou, nesta quinta-feira (18), uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros em idosos no estado de São Paulo. Batizada de "Cash Face", a ação foi coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva e resultou na prisão temporária de cinco suspeitos, além do bloqueio de até R$ 3 milhões em bens dos investigados.
Os detidos passaram por exames de corpo de delito e serão apresentados em audiência de custódia. Eles poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado contra idosos, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Ao todo, 31 policiais civis e 11 viaturas participaram da operação, que também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. Durante a ação, foram apreendidos celulares, notebooks, pen drives, crachás falsificados e fichas falsas de atendimento médico utilizadas para enganar as vítimas.
Segundo as investigações, os criminosos se passavam por funcionários de empresas e planos de saúde e iam até as residências dos idosos alegando a necessidade de realizar uma suposta atualização cadastral.
Durante o falso atendimento, os suspeitos coletavam dados pessoais e fotografavam o rosto das vítimas sob o argumento de que o reconhecimento facial era obrigatório. Com essas informações, a quadrilha conseguia abrir contas em bancos digitais, contratar empréstimos e realizar transferências via PIX, esvaziando as contas bancárias das vítimas.
A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias e a indisponibilidade dos bens dos investigados até o valor de R$ 3 milhões. A medida busca garantir o ressarcimento dos prejuízos causados e impedir a ocultação do patrimônio obtido de forma ilegal.
A DIG de Catanduva informou que os equipamentos apreendidos passarão por perícia técnica e extração de dados. A polícia acredita que o número de vítimas e o prejuízo financeiro causado pelo grupo podem ser ainda maiores, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.