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Rio Preto é uma das três cidades de SP a oferecer exame pelo SUS que detecta risco de câncer de colo do útero antes do surgimento de lesões

Teste molecular DNA-HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e permite identificar infecções por tipos do vírus associados ao d

Rio Preto é uma das três cidades de SP a oferecer exame pelo SUS que detecta risco de câncer de colo do útero antes do surgimento de lesões
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São José do Rio Preto está entre os três municípios do estado de São Paulo que oferecem, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um novo exame capaz de identificar a presença de tipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao câncer do colo do útero antes mesmo do surgimento de lesões pré-cancerígenas.

Segundo informações divulgadas pelo g1, o teste molecular DNA-HPV é disponibilizado gratuitamente e representa um avanço no rastreamento da doença, permitindo identificar infecções que exigem acompanhamento médico.

Além de Rio Preto, a tecnologia também foi implementada nos municípios de Ribeirão Preto e Mauá.

COMO FUNCIONA O NOVO EXAME?

O teste DNA-HPV identifica o material genético de tipos do vírus associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, incluindo os subtipos 16 e 18, considerados de alto risco.

Diferentemente do exame preventivo tradicional, conhecido como Papanicolau, que busca alterações nas células do colo do útero, o novo método identifica a presença do vírus antes que essas alterações apareçam.

Isso permite que as pacientes sejam acompanhadas de acordo com o risco identificado e, quando necessário, encaminhadas para investigação complementar.

O Ministério da Saúde também destaca que o exame apresenta menor ocorrência de amostras insatisfatórias e pode agilizar a liberação dos resultados.

INTERVALO ENTRE EXAMES PODE CHEGAR A CINCO ANOS

Uma das principais mudanças está no intervalo recomendado para a realização do rastreamento.

Quando o resultado do teste DNA-HPV é negativo, o protocolo clínico permite ampliar para cinco anos o período até a próxima coleta.

No modelo tradicional de rastreamento com Papanicolau, o intervalo habitual é de três anos após resultados normais, conforme as recomendações aplicáveis.

Apesar da chegada da nova tecnologia, o Papanicolau continua disponível na rede pública durante a fase de implantação e expansão do teste molecular.

ONDE REALIZAR O EXAME EM RIO PRETO?

A coleta do material é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, por profissionais capacitados.

Em situações previstas nos protocolos, também poderá ser realizada a autocoleta, mediante orientação de um profissional de saúde.

A recomendação é procurar a unidade de saúde de referência para obter informações sobre o atendimento, os critérios de indicação e o agendamento.

BRASIL PODE REGISTRAR 19,3 MIL NOVOS CASOS POR ANO

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.

A doença está fortemente associada à infecção persistente por determinados tipos do HPV, um vírus transmitido principalmente pelo contato sexual.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação contra o HPV e a realização dos exames preventivos são fundamentais para reduzir os casos da doença.

O câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, o acompanhamento periódico é essencial.

FIQUE ATENTA AOS SINAIS DE ALERTA

Alguns sintomas devem ser avaliados por um profissional de saúde, como:

  • Sangramento durante ou após a relação sexual;

  • Sangramento fora do período menstrual;

  • Sangramento após a menopausa;

  • Dor durante a relação sexual;

  • Corrimento vaginal com sangue ou odor desagradável.

Em estágios mais avançados, a doença também pode provocar dores na região pélvica, cansaço intenso e inchaço nas pernas.

A identificação precoce de alterações e o acompanhamento adequado aumentam significativamente as possibilidades de tratamento bem-sucedido.

FONTE/CRÉDITOS: g1 Rio Preto e Araçatuba / Ministério da Saúde / Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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