A FAB (Força Aérea Brasileira) realizou 111 voos transportando apenas uma autoridade, entre 2020 e 2024. A informação consta em uma auditoria realizada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que determinou à Casa Civil da Presidência da República e ao Ministério da Defesa que reformulem as regras de uso das aeronaves oficiais. O prazo para apresentar um plano de trabalho é de 30 dias.
O documento, que resultou em um acórdão publicado na última quarta-feira (15), aponta que a União poderia economizar aproximadamente R$ 81,6 milhões por ano, caso optasse integralmente por transportar suas autoridades em voos comerciais.
Isso porque um terço dos voos ocorre entre destinos bem atendidos pela aviação comercial - São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília - e a taxa de ociosidade é alta, segundo a auditoria.
Os técnicos do TCU estimaram valores levando em consideração a planilha de custos total fornecida pela FAB e o valor médio das passagens aéreas comerciais. "O custo substancialmente mais elevado requer fundamentação formal e clara que justifique o emprego da aviação oficial em detrimento da comercial", diz o relatório.
A Corte de Contas também afirmou que a maioria dos voos analisados carece de uma justificativa exata para o uso de aviões da FAB.