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PF aponta que grupo de Daniel Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores

Investigação afirma que pagamentos eram destinados à publicação de conteúdos contra o Banco Central e favoráveis ao Banco Master nas redes sociais.

PF aponta que grupo de Daniel Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores
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A Polícia Federal afirma que uma organização criminosa atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro pagava influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais. As ofertas chegavam a R$ 2 milhões.

A informação consta de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada nesta quinta-feira (9), que deflagrou mais uma fase da Operação Compliance Zero. O ministro autorizou busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda Silva, apontado pela PF como o principal articulador do esquema.

A operação de propaganda tinha até nome: "Projeto DV" — as iniciais de Daniel Vorcaro.

Segundo a defesa de Miranda, a atuação profissional do publicitário sempre foi pautada pela "legalidade, transparência, respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão".

Em nota, o advogado diz que ele não praticou "ato criminoso" e "não participou de condutas voltadas a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros".

Como funcionava

Segundo a PF, o grupo procurava influenciadores e jornalistas com propostas de contrato. O objetivo era claro: publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a liquidação do banco pelo Banco Central.

Antes de saber do que se tratava, o contratado precisava assinar um acordo de confidencialidade. A multa por quebra de sigilo era de R$ 800 mil.

FONTE/CRÉDITOS: g1

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