A prévia da inflação oficial do país registrou desaceleração e fechou o mês de maio em 0,62%, após ter atingido 0,89% em abril. Os dados são do ÍPCA-15, divulgados pelo IBGE, e mostram que o indicador acumula uma alta de 3% no ano, chegando a 4,64% no acumulado dos últimos doze meses.
De modo geral, a prévia da inflação leva em conta os últimos dias do mês anterior e os primeiros 15 dias do mês vigente. No período analisado, a grande vilão do bolso do consumidor foi a conta de luz residencial, que subiu mais de 2% e gerou o maior impacto individual na inflação. Esse aumento reflete o início da cobrança da bandeira tarifária amarela.
Além da habitação, o grupo de alimentação e bebidas continuou pressionado, principalmente por causa das altas nos preços da batata-inglesa, do tomate, do leite longa vida e das carnes, além de reajustes em artigos de higiene pessoal. Por outro lado, o setor de transportes registrou queda e ajudou a segurar um resultado ainda mais alto.
O alívio veio dos combustíveis, com recuos expressivos nos preços do etanol, do óleo diesel e da gasolina.