Um auxiliar de cozinha de 48 anos foi preso suspeito de esfaquear um colega de trabalho durante uma discussão relacionada a divergências políticas em uma padaria de Araçatuba, no interior de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pelo g1, o investigado foi identificado como Fabio Luis Rosa Pedão. Ele se apresentou à Polícia Civil na quarta-feira (4), acompanhado de um advogado, depois de permanecer seis dias sem ser localizado.
O crime aconteceu no dia 29 de outubro, quatro dias após o segundo turno das eleições presidenciais.
DISCUSSÃO TERIA COMEÇADO APÓS COMENTÁRIOS POLÍTICOS
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, um chapeiro de 33 anos, conversava com outros funcionários e fazia comentários em tom de brincadeira sobre o resultado das eleições.
O auxiliar de cozinha teria se incomodado com as manifestações, dando início ao desentendimento.
Conforme o registro policial, a agressão aconteceu em um corredor próximo à cozinha do estabelecimento.
Em determinado momento, quando o chapeiro estava de costas, o suspeito teria utilizado uma faca para atingir o colega nas costas e no abdômen.
Um funcionário conseguiu intervir e impedir a continuidade da agressão.
VÍTIMA FOI SOCORRIDA E INTERNADA
Após o ataque, o chapeiro recebeu atendimento médico e foi encaminhado inicialmente à Santa Casa de Araçatuba.
Segundo as informações divulgadas, ele apresentava quadro clínico estável.
A reportagem do Sampi Araçatuba informou que o trabalhador permanecia internado na quarta-feira (4), mas sem divulgação de novos detalhes médicos a pedido da família.
SUSPEITO FUGIU APÓS O CRIME
Logo depois da agressão, o auxiliar de cozinha deixou o estabelecimento e permaneceu seis dias sem se apresentar às autoridades.
Durante as investigações, a Polícia Civil solicitou sua prisão.
Na quarta-feira (4), ele compareceu à Central de Polícia Judiciária de Araçatuba, acompanhado de um advogado, e foi preso em cumprimento ao mandado judicial.
JUSTIÇA MANTEVE PRISÃO PREVENTIVA
O suspeito foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Lavínia.
Durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (5), a Justiça manteve a prisão preventiva do investigado.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio e continua sob investigação da Polícia Civil.
Até a publicação da reportagem, não havia informações sobre uma conclusão definitiva do inquérito ou eventual condenação.