O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que dará celeridade para o projeto que equipara misoginia ao racismo. A ideia é votar o texto em plenário assim que o Grupo de Trabalho entregar um novo texto.
A matéria foi aprovada por unanimidade pelo Senado, mas encontra resistência entre deputados da direita, apesar do pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ter votado a favor.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que era deputado federal até o ano passado, por exemplo, tem feito críticas ao texto nas redes sociais.
“Não posso aceitar calado que sequestrem o movimento conservador bolsonarista para uma agenda ideológica que considero antinatural e agressivamente antimasculina”, escreveu.
O texto propõe tipificar a misoginia como crime de discriminação. As penas relativas ao crime variam de 2 a 5 anos de reclusão, acrescidos de multa.
O grupo de trabalho da Câmara terá a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) como coordenadora e um prazo de 45 dias para concluir os trabalhos.