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Justiça

Ex-presidente da Câmara de Catanduva é denunciado por lavagem de R$ 3,8 milhões

Gaeco denunciou sete pessoas, incluindo Marcos Aparecido Ferreira, seu filho e ex-assessores parlamentares.

Ex-presidente da Câmara de Catanduva é denunciado por lavagem de R$ 3,8 milhões
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), denunciou sete pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo pelo menos R$ 3,89 milhões, em Catanduva, no interior paulista.

Entre os denunciados estão o ex-presidente da Câmara Municipal, Marcos Aparecido Ferreira, conhecido como Marquinhos Ferreira, seu filho, Marcos Aparecido Ferreira Filho, ex-assessores parlamentares e outros investigados.

Segundo informações divulgadas pela Gazeta do Interior, a denúncia é um desdobramento da Operação Rei do Pix, deflagrada em junho de 2026 para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos da Câmara Municipal.

Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2023 e 2024, período em que Marquinhos Ferreira presidiu o Legislativo municipal.

INVESTIGAÇÃO APONTA MOVIMENTAÇÃO DE R$ 3,89 MILHÕES

De acordo com o Ministério Público, os suspeitos teriam utilizado diferentes mecanismos para ocultar a origem de recursos supostamente desviados dos cofres públicos.

As movimentações investigadas alcançaram pelo menos R$ 3,89 milhões.

Segundo o Gaeco, parte do dinheiro teria sido utilizada para financiar empresas e adquirir, construir e reformar imóveis.

A investigação também aponta que determinados bens estavam formalmente registrados em nome de terceiros, embora pertencessem, na prática, ao ex-presidente da Câmara.

DEPÓSITOS FRACIONADOS ERAM UTILIZADOS PARA DIFICULTAR RASTREAMENTO

Os promotores identificaram indícios de movimentações financeiras realizadas por meio de depósitos e saques fracionados em dinheiro.

A prática, conhecida como smurfing, consiste na divisão de grandes valores em operações menores, buscando dificultar a identificação e o rastreamento dos recursos.

De acordo com o Ministério Público, essas movimentações integrariam o mecanismo utilizado para dissimular a origem do dinheiro.

OPERAÇÃO REI DO PIX INVESTIGA CONTRATOS SUSPEITOS

A denúncia também está relacionada à investigação de contratos e pagamentos realizados pela Câmara Municipal de Catanduva.

Segundo informações complementares divulgadas pelo g1, os investigadores apontaram suspeitas envolvendo empresas que teriam recebido recursos por serviços não executados.

Um dos exemplos citados é o pagamento de R$ 100 mil por um suposto serviço de hidratação de poltronas de couro, que, conforme a investigação, não teria sido realizado.

Na primeira fase da Operação Rei do Pix, a Justiça havia determinado medidas de bloqueio de bens dos investigados, com valores que poderiam chegar a R$ 20 milhões, conforme a participação atribuída a cada um.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PERDA DE BENS

Além da responsabilização criminal dos denunciados, o Gaeco solicitou à Justiça a perda de bens, empresas e imóveis supostamente relacionados ao esquema.

O Ministério Público também pediu a manutenção das medidas destinadas à preservação do patrimônio e a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados aos cofres públicos.

Até a última atualização da cobertura, as defesas de Marquinhos Ferreira e do filho dele não haviam apresentado manifestação à imprensa.

A denúncia representa uma nova etapa do processo judicial. Os envolvidos ainda não foram condenados, e as acusações deverão ser analisadas pela Justiça, com direito ao contraditório e à ampla defesa.

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta do Interior

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