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Justiça proíbe Prefeitura de Urupês de aplicar medicamento emagrecedor manipulado

Decisão suspende o fornecimento de tirzepatida manipulada pela rede municipal de saúde; programa atendia cerca de 400 pacientes e Prefeitura afirma qu

Justiça proíbe Prefeitura de Urupês de aplicar medicamento emagrecedor manipulado
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A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura de Urupês, no interior paulista, suspenda o fornecimento e a aplicação de tirzepatida manipulada, medicamento utilizado no tratamento da obesidade. A decisão atende a uma ação movida pela farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, que possui a tirzepatida como princípio ativo.

Segundo informações divulgadas pelo Diário da Região, a determinação foi expedida pela Vara Única da Comarca de Urupês e impede a administração municipal de realizar novas aquisições e distribuir os medicamentos manipulados vinculados ao contrato questionado.

Em caso de descumprimento, a Prefeitura poderá ser multada em R$ 10 mil por dia.

PROGRAMA ATENDIA CERCA DE 400 PACIENTES

O programa municipal de tratamento da obesidade começou a atender pacientes no início de 2026, priorizando moradores de baixa renda e pessoas que aguardavam por cirurgia bariátrica.

A iniciativa oferecia gratuitamente aplicações de tirzepatida, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de diferentes áreas da saúde.

Inicialmente, a previsão era atender 200 pessoas, mas o programa foi ampliado e alcançou aproximadamente 400 pacientes, segundo a administração municipal.

FABRICANTE QUESTIONOU A MANIPULAÇÃO DO MEDICAMENTO

A ação judicial foi apresentada pela farmacêutica Eli Lilly, responsável pela fabricação do Mounjaro.

A empresa argumentou que a Prefeitura estaria adquirindo uma versão manipulada da tirzepatida de forma padronizada e em grandes quantidades, contrariando normas sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a legislação sanitária, a manipulação de medicamentos deve seguir critérios específicos, incluindo prescrição individualizada e justificativa técnica.

A Justiça identificou indícios de aquisição em escala e determinou a suspensão do fornecimento da versão manipulada.

A decisão também suspendeu o credenciamento da farmácia contratada para fornecer o produto.

PREFEITURA QUESTIONA DECISÃO E PRETENDE RECORRER

A Prefeitura de Urupês discorda da determinação judicial e afirma que o programa foi desenvolvido para oferecer tratamento a pessoas que não teriam condições financeiras de adquirir o medicamento.

Segundo o município, as aplicações eram realizadas com prescrição médica individualizada e acompanhamento profissional.

A administração também argumenta que a versão manipulada foi escolhida pelo menor custo, permitindo ampliar o número de pacientes atendidos.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, cada frasco manipulado custava aproximadamente R$ 900, enquanto o medicamento industrializado tinha preço a partir de R$ 1.500.

A Prefeitura informou que pretende recorrer da decisão e buscar alternativas para manter o atendimento à população.

DECISÃO NÃO PROÍBE O USO DO MEDICAMENTO ORIGINAL

Um ponto importante é que a determinação judicial não proíbe a utilização da tirzepatida de forma geral.

A suspensão se refere à versão manipulada adquirida e distribuída pelo programa municipal.

A Justiça esclareceu que a Prefeitura poderá continuar oferecendo tratamento aos pacientes utilizando medicamentos regularmente registrados na Anvisa, desde que respeitadas as exigências legais.

A decisão tem caráter provisório e ainda poderá ser revista no decorrer do processo.

FONTE/CRÉDITOS: Diário da Região

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